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Sexta-feira, Agosto 29, 2008 [Indiferença - Oficina G3] ![]() A Lusinha postou recentemente sobre um tema polêmico, que após algum comentário, acabou lhe rendendo a idéia de uma blogagem comunitária sobre o referido assunto. Gostei da idéia, e aceitei o convite/desafio. É, acredito que seja um desafio, pois expressar nosso ponto de vista de uma forma coerente, concisa, que não agrida brutalmente a outros... Isso tudo é muito difícil. Você pode primeiro passar pelo blog dela e ler como o assunto foi abordado, e como/o que ela pensa sobre o assunto. Acredito que logo ela também disponibilizará links para os outros blogs que também aceitaram postar. Estou no presente ano escolar, infundida dos pés à cabeça em um estágio obrigatório de Psicologia Social. Estágio esse onde precisamos desenvolver um Projeto de Pesquisa, com tudo o que tem e não tem direito. Pesquisa de campo, de porta em porta. Nos bairros mais necessitados de Cascavel. O nosso público alvo são pessoas humildes de mais. Mulheres que aparentam ter uns 50 anos, quando no máximo tem 35. Casas lotadas de crianças, pré-adolescentes, e jovenzinhos, que ainda esperam da vida, algo que provavelmente não terão. Não sou descrente. Não estou os condenando a um futuro lastimável e sem qualquer perspectiva. Não estou aqui para julgá-los. Mas, como o trabalho tem e precisa ter toda uma base teórica bem fundada, com escritores/estudiosos/psicólogos conhecedores da causa como fonte de pesquisa, acabamos por perceber, na prática (pelas entrevistas), como essas pessoas vivem fora de sua realidade, com desejos utópicos. Vez ou outra, inspirados pela mídia... E que, infelizmente, dificilmente alcançarão um dia. Desviei o rumo do post da Lusinha? Totalmente. Mas, eu senti necessidade em falar sobre tudo isso. Pois, eu sinceramente fico muito mobilizada com o tipo de vida que essa gente leva. Muitas vezes por terem feito escolhas erradas na vida. E sem medo de ser “vista com maus olhos” eu digo: Se puder escolher, não quero trabalhar com Psicologia Social. Não tenho condições emocionais para tal serviço. Não estrutura para ver tanta coisa (não) acontecendo. Tanta gente necessitando e não tenho assim tantas opções de escolha. Não dá pra se aprofundar no assunto, porque aí já cairemos em política pública, em projetos sociais, cairemos também naquela velha história de que brasileiro AMA um benefício e nele se escora... (coisa essa que não deixa de ser verdade)! Sobre as crianças que ficam nas ruas, pedindo “um troco” no sinal... Existem mil coisas passando pela minha cabeça. Pois acontece de um tudo para essas crianças estarem ali. Desde pais/cuidadores que os obrigam á necessidades de sustentar um vício. É fato! Isso acontece em todo lugar... São jovens meio hippies, são palhaços e malabaristas, mulheres grávidas, velhos, aleijados. Pode ser que uma parte da sociedade tenha “inventado” uma maneira de ganhar a vida. Maneira essa que pode chegar perto de ser humilhante, mas que no fim do dia trás resultado. Seja para o que for o propósito do ganho. Meu tio trabalha lá perto da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Ele é sargento da PM. Certa feita me contou que tem um senhor aposentado, que se travesti de mendigo, e vai para um daqueles sinais de trânsito pedir dinheiro. E pelo jeito, ele fatura bem mais do que com a aposentadoria dele. Não acho certo. Sei que uma moeda aqui, um real ali, não vai mudar a vida de “seu ninguém”. Só que estou muito aquém de propor uma solução, ou uma intervenção. Na verdade ainda estou tentando achar uma intervenção para meu próprio estágio. As cidades a cada dia estão se desenvolvendo mais, e produzindo mais esse tipo de gente e de situação. Não é confortável pensar “onde vamos parar”. Terça-feira, Agosto 26, 2008 [O Habitat da Felicidade - Zélia Duncan] ![]() [edit]27/08 Hoje é dia do Psicólogo, e o post de ontem até que veio a calhar.... rs [/edit] Dizem por aí que "É melhor ser alegre que ser triste; Alegria é a melhor coisa que existe"... E andei lendo sobre o assunto. Saiu uma edição especial da revista Psique (e que ganhei do meu namorado), falando sobre a Psicologia Positiva. Ainda não entendo bem, e não perguntei pros meus professores ou outros Psicólogos o que eles acham sobre, ou se conhecem. Na verdade só perguntei pra Prof querida e Existencialista. Ela desconhece... Lilia Graziano é a Psicóloga que praticamente está em toda a revista falando sobre o assunto. Ela é doutora em Psicologia pela USP. E pelo o que eu entendi a Psicologia Positiva é um estudo científico, e não uma abordagem. Ela leva o Psicólogo a terem uma "postura mais apreciativa em relação ao potencial, motivação e capacidades humanas", como li nas páginas da revista citada. Eu particularmente acho interessante esse tipo de estudo, e essa forma do Psicólogo tentar "olhar", intervir e exibir para seu cliente/paciente. Pois realmente faz toda diferença a pessoa se sentir valorizada, capaz... Isso faz maravilhas com um ser humano! As reportagens afirmam que é possível ser feliz embora isso dê trabalho. E por esse motivo (o caminho difícil a percorrer pra ser feliz), as pessoas acabam por desistir de serem felizes de fato. Obviamente isso não é regra. Mas, os profissionais dessa área estão vendo e lidando com pessoas que desistiram de ser felizes, aos montes, todos os dias. Sêneca, filósofo espanhol, teve uma citação sua impressa nessas páginas. E ela dizia mais ou menos que "para ser feliz, a primeira coisa que o indivíduo deveria fazer, é recusar-se seguir a multidão". E indo mais fundo nesses estudos, acabo me deparando com uma verdade que me parece bem objetiva, porém eu nunca a havia percebido! Eis que a ausência de tristeza não é sinônimo de alegria. E a gente não se dá conta disso. "Felicidade não são momentos". E a Psicologia Positiva vem mostrar que é necessário buscar "níveis constantes de felicidade". Não estou defendendo uma tese nem nada. Acabei de descobrir esse novo assunto, e ele me fez parar pra pensar. Não é senso comum, porque pelo que li, são realizadas pesquisas pelo mundo a fora, ou seja... Existem provas empíricas. É pecado viver o alento de que a felicidade existe? Recebi um selo da xará, e gostei muito. Valeu, conterrânea! Com o Prêmio Dardos se reconhece os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc, que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. E possui três regras: 1- aceitar exibir a imagem. 2- Linkar o blog do qual recebeu o prêmio. 3- Escolher 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos. ![]() E eu repasso o selo para: meu amor, Cacá, mãezinha, outra xará, Dona Faxina, Erika, Letícia, Lizzie, Lu, Renata, Rosana, Rosangela, Sissi, Têffo e pra Gabi Segunda-feira, Agosto 25, 2008 ![]() Meus pais acabaram de sair pela porta. Estão voltando pra casa após um domingo em família. Meu irmão tá dentro de um ônibus rumo aos seus sonhos. Curitiba parece ser o verdadeiro lar daquela criatura. Tudo que restou em Cascavel, foi um apartamento vazio. Quantos cômodos, quando eu só posso estar presente em um de cada vez. Até que a gente se acostuma. Mas, as primeiras horas sozinhas... Sempre são complicadas. Principalmente quando a gente sabe que vai ser assim de agora em diante. Não estou triste. Só estou contando os dias pro ano acabar. Acredite!! Não vou mais reclamar... (embora pareça impossível) PS: Os estágios aqui estão pegando. E vai começar a ficar mais apertado ainda. Sendo que tenho umas 3 observações de 20 horas cada uma pra colocar em dia!! Uma notícia boa: minha terapeuta retornou da licença maternidade. O momento é tão propício que "isso me dá coisas"... Beijo grande, minha gente. |
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. C a r o l Mineira nascida em BeAgá nos últimos dias do 1º mês, em 1984. Tenho 24 anos. Ainda tento me encontrar (mas não sou a única). Cursando um 2º curso superior. Tipo, agora é Psicologia! Sou namorada dele desde o dia 07/01 de 2007. Moro em Cascavel - PR. O apê é minúsculo (mas tem 3 quartos!). Prezo sim minha liberdade... E sabe "o ano que vem"? Ele vai ser o começo do resto da minha vida! Contato
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